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29 de fevereiro de 2012

Sauchan - limpeza

A sexta norma ética do Yôga é sauchan, a limpeza.
  • O yôgin deve ser purificado tanto externa quanto internamente.
  • O banho diário, a higiene da boca e dos dentes, e outras formas comuns de limpeza não são suficientes. Corporalmente, é necessário proceder à purificação dos órgãos internos e das mucosas, mediante as técnicas do Yôga.
  • De pouca valia é lavar o corpo por fora e por dentro se a pessoa ingere alimentos com elevadas taxas de toxinas e impurezas tais como as carnes de animais mortos que entram em processo de decomposição logo após a morte.
  • Da mesma forma, cumpre que o yôgin não faça uso de substâncias intoxicantes, que gerem dependência explícita ou que alterem o estado da consciência, ainda que tais substâncias sejam naturais.
  • Aquele que só trata da higiene física não está cumprindo sauchan. Esta recomendação só está satisfatoriamente interpretada quando se exerce a prática da limpeza interior. Ser limpo psíquica e mentalmente constitui requisito imprescindível.
  • Ser limpo interiormente compreende não alimentar seu psiquismo com imagens, ideias, emoções ou pensamentos intoxicantes, tais como tristeza, impaciência, irritabilidade, ódio, ciúmes, inveja, cobiça, derrotismo e outros sentimentos inferiores.
  • Finalmente, esta norma atinge sua plenitude quando a limpeza do yôgin reflete-se no meio ambiente, cujas manifestações mais próximas são sua casa e seu local de trabalho.

15 de janeiro de 2010

Yôga Sútras de Pátañjali



Extraidos do livro "Yôga Sútra de Pátañjali" do escritor e filósofo DeRose:


Yôga é a supressão da instabilidade da consciência.
Quando isso é alcançado, o observador conscientiza-se da sua própria identidade.
Abhyása (a prática diligente), consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade.
Esta, porém, alicerça-se solidamente só com prática diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação.
Os nove obstáculos são as dispersões da consciência causadas por: enfermidade, apatia, dúvida, negligência, indolência, noções erradas, apego excessivo ao prazer, volubilidade e insucesso em uma etapa.
A serenidade da consciência é obtida mediante o cultivo da amizade, compaixão, alegria e indiferença, respectivamente aos que são felizes, infelizes, bons e maus.
Naquele que tiver controlado totalmente a instabilidade, ocorre uma identificação entre o observador, o objecto observado e o acto da observação, assim como o cristal se identifica com a cor do objecto próximo.
Quando surgirem pensamentos indesejáveis, estes podem ser vencidos convivendo-se com os seus opostos.
A sucessão de mudanças é o que produz evolução.
Efectuando samyama sobre o momento presente e sua sucessão, obtém-se o conhecimento discernente.