Hoje fui abalada por uma notícia da qual não estava à espera, não fosse ela inesperada, mas sim, indesejada. Uma querida amiga, que foi minha aluna, partiu para outros planos, sem pressa, sem me despedir. Faz parte da vida, mas é sempre difícil de lidar com ele, o luto...
Sinto falta dela. Já. E de todos os alunos que perdi o rasto, pois a cada um acarinho como uma mãe acarinha um filho. E sinto falta de cada um, por muitas vezes deixar de ter notícias deles. Tenho mesmo saudades... Acho que eles não sabem disso, por isso escrevo estas palavras. Para pedir que não deixem de estar presentes, mesmo à distância. Não fujam...
Gosto de saber como estão, de saúde, na vida, na prática, ou na falta dela. Eu mesma gostava de estar mais perto de cada um.
A vida é mesmo efémera, urge ser feliz e pleno, andar com rumo, mas sem pressa. Também eu tive a minha saúde tremida, e posta de lado, mas felizmente o diagnóstico não é grave. Mas serviu para questionar tantas coisas. E fazer outras escolhas, mais mudanças. Independentemente de tudo, fica o meu desejo: continuar a ter muita gente por perto, sejam da família, meus amigos, meus alunos, fisicamente ou por via virtual, um email de vez em quando, um telefonema, qualquer coisa.
Padeço desta dependência de gente!
Dedico esta mensagem à Mafalda Folhadela e que descanse em paz. Estará para sempre presente no meu coração
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12 de fevereiro de 2015
RIP Mafalda
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