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5 de outubro de 2010
Demonstração no baptizado do Matias, meu sobrinho
Hoje estive em família. Pais, tios, padrinhos, primos, e outros mais distantes.
Fiquei com uma sensação de nostalgia, como se alguma forma estive a falhar nesta questão. Foi interessante colocar conversa em dia, sobre temas que raramente abordo, e me parecem até pouco importantes. Percebi que estava errada, pois podem não o ser para mim, mas seguramente são para eles.
Por sugestão da minha irmã, fui convidada a demonstrar a minha coreografia nessa festa, o baptizado do meu sobrinho Matias. No início recusei o convite. Mas durante a festa reparei o quanto isso iria ser relevante para a minha irmã. Fiz esse esforço de, mesmo depois de almoçar, pegar na roupa emprestada e escolher a música, para animar a festa. E foi tão bom, ver aqueles olhares incrédulos, surpreendidos e comovidos, contemplarem a minha arte.
Incrível como valeu a pena ter-me oferecido a estas pessoas que são tão especiais para mim.
Foi uma demonstração única e por isso dedico estas palavras a esses personagens do meu filme de vida: pais, tios, padrinhos, primos e outros, que a todos amo incondicionalmente.
Obrigada
9 de julho de 2010
Coreografia - a primeira vez

Ela estava feliz mas apreensiva, seria a primeira vez que ia para o palco, apresentar a sua arte, ao publico, cuja receptividade ao seu trabalho era ainda uma incógnita. O tempo dedicado a cuidar de si, pela vida social quase inexistente, o severo regime alimentar e hábitos de vida seleccionados, as muitas horas de treino e dedicação, eram garantias de êxito, mas esta era a primeira vez. Ainda no camarim de apoio, dava os últimos retoques na maquilhagem, e os minutos tardavam a passar. Um frio na barriga, uma ansiedade que permanecia, o coração acelerava.
Associou a essa situação a mentalização adequada, um exercício respiratório alternado, e sorriu. Fez mentalmente a visualização da sua coreografia. Envolveu-se numa redoma de luz violeta e vocalizou o som do infinito.
Desceu para entrar no palco, inspirou e sorriu novamente.
Com passos seguros e decididos deslocou-se ao centro do palco, cujas cortinas se encontravam ainda fechadas. Fez uma projecção de energia laranja ao seu redor e ao seu Mestre, e com uma sensação de amor universal e de gratidão imensa, ao abrir das cortinas dançou, a dança do universo, e brilhou, ao realizar a sua missão...
16 de janeiro de 2009
Guru Sêviní, para sempre, e tu?..

Desta vez opto por transcrever um texto do Mestre DeRose, que fala sobre Guru Sêva e Karma Yôga, o Yôga da acção.
É um dos meus preferidos:
“Guru sêvins são os obreiros da nobreza interior, os arquitectos da raça humana.
Há no mundo um pequeno número de pessoas muito especiais que se realizam ajudando os outros e construindo coisas positivas.
Essas pessoas são os paladinos da dedicação. São seres de luz, cuja satisfação reside em espargir felicidade em torno de si e em deixar um rastro de boas obras por onde passam. Tais paladinos costumam estar sempre disponíveis e até mesmo oferecer-se para realizar, anonimamente, trabalhos de suma importância, sem esperar nenhuma recompensa nem remuneração. Sua gratificação é saber que o trabalho foi realizado a contento.
Enquanto a maior parte destrói, esses poucos heróis da Humanidade constroem e fazem-no com a força de milhares, pois, mesmo sob o assédio destruidor da maioria, a Humanidade progride graças aos que se doam.
Os verdadeiros paladinos mais cedo ou mais tarde serão convidados a participar de um selecto grupo de praticantes, denominado Circulo Interno. Toda Unidade possui o seu Círculo Interno, sua Guarda de Honra, constituída por Guru sêvins dedicados. O círculo Interno é um grupo discreto. Para fazer parte dele, só sendo convidado. Para tanto é preciso ter mérito. Tudo é levado em conta.”
Se não souberes de que forma podes fazer a tua acção efectiva, informa-te com o teu instrutor, na tua escola. Agradecemos sempre a ajuda e colaboração de todos. Temos de cuidar da nossa escola como fosse a nossa própria casa! E esta é a nossa segunda família...
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